Após uma semana de surf de alta intensidade nas Landes, a delegação guadalupense conquista três títulos e dez lugares no pódio, confirmando o seu estatuto de potência do surf francês.
Campeonato de França 2025: a delegação guadalupense faz vibrar o line-up de Hossegor
Os 60 representantes do arquipélago dominaram um spot de Hossegor com condições glassy, provando que já não se contentam em ser os estraga-festas. Com três títulos nacionais e dez pódios, os antilhanos estão agora presentes em todas as grandes finais.
- Delegação: 60 competidores (1.ª potência ultramarina)
- Período: 25 de outubro – 1 de novembro de 2025
- Local: Estacade de Hossegor, ondulação de oeste 1,5 m – 2 m
- Condições: ventos offshore matinais, bancos de areia limpos
Títulos e pódios em detalhe
A colheita antilhana impressiona pela sua diversidade: shortboard, dropknee, longboard e até kneeboard viram passar as licras tricolores vermelhas e azuis de Guadalupe.
| Categoria | Campeão(ã) | Resultados |
|---|---|---|
| Shortboard Ondine Minime | Cheyenne Patino-Udeba | Ouro (2.º título consecutivo) |
| Shortboard Minime | Matthew Maurin-Lignières | Ouro + 4.º em Kneeboard |
| Dropknee Open | Martin Mouradian | Ouro (13.º título nacional) |
| Shortboard Ondine Cadette | Rose Calvez | Prata |
| Longboard Ondine Esperança | Anna Danielou | Bronze |
| Outras finais | 5 riders | 4.º lugar |
O detalhe completo pode ser consultado através do resumo oficial dos Campeonatos.
Destaque para os talentos antilhanos que estão a abalar a classificação nacional
No shortboard de iniciados, Maurin-Lignières fez dois airs consecutivos pontuados com 8,17 e 8,43, o suficiente para afastar a concorrência basca. Patino-Udeba, por seu lado, encadeia double rail-grab mais carve nas secções inside, confirmando a sua posição de número 1 nacional.
- Cheyenne Patino-Udeba : prancha 5’6’’ em epóxi assinada pelo Rip Curl shaping lab
- Matthew Maurin-Lignières : quiver Quiksilver x Channel Islands 5’5’’ – 5’8’’
- Martin Mouradian : dropknee 41’’ personalizado com rails Volcom
Os iniciados em ação
Esta categoria representa o futuro: aceleração explosiva, leitura de bancos de areia digna dos melhores do CT e uma mentalidade de aço. A abordagem baseia-se nos treinos em vídeo e nos dados fornecidos pelo equipamento de análise a bordo.
Repercussões para a cena de surf guadalupense e francesa
Para além dos troféus, estes resultados reforçam a credibilidade dos programas federativos antilhanos. Os clubes caribenhos, parceiros de longa data da escola de surf de Hossegor, já veem aumentar os pedidos de estágios em França continental.
- Reforço dos intercâmbios técnicos entre treinadores metropolitanos e antilhanos
- Crescimento do para-surf graças ao modelo de desempenho partilhado
- Criação de bolsas regionais para os groms ultramarinos
O efeito de alavanca na economia local
Fabricantes e lojas de Hossegor veem a procura crescer pelas pranchas Oxbow, OLAIAN (by Décathlon), Picture Organic e Faguo, enquanto a Kana Beach, Billabong e Roxy beneficiam de uma renovada visibilidade nas praias das Caraíbas.
| Marca | Produto de destaque 2025 | Adoção na Guadalupe (%) |
|---|---|---|
| Arco de boi | Fish 5’10’’ Carbono-Linho | 32 % |
| Décathlon (Olaian | Shortboard 500 Epoxy | 28 % |
| Picture Organic | Lycra reciclada 3/2 mm | 25 % |
| Faguo | Sapatilhas Apolline | 18 % |
| Rip Curl | Fato E7 Flashbomb | 41 % |
Material, preparação e parcerias: as chaves do sucesso antilhano
A Liga regional aposta num tripé vencedor: shape adaptado ao reef, nutrição pensada para o calor tropical e treino em vídeo em tempo real. Os jovens partem regularmente para um surf camp em Hossegor para se familiarizarem com a força da ondulação atlântica.
- Pranchas ultraleves em sandwich de bambu e epóxi
- Análise por GPS e acelerómetro integrados nos grips
- Programas de força funcional inspirados no CT
Colaborações institucionais
Um acordo tripartido entre a Liga de Guadalupe, a Câmara Municipal de Capesterre-Belle-Eau e a Federação Francesa garante um orçamento para material e deslocações até 2027, complementado pelo patrocínio da Quiksilver e da Billabong para as licras de competição.
Rumo à época de 2025: competições e ondulações a acompanhar
As atenções já se voltam para o circuito Junior Pro e os trials europeus do CT. Os riders de Guadalupe poderão aperfeiçoar o seu posicionamento no banco da Nord graças ao alerta de ondulação ciclónica atualizado em tempo real.
- Pro Junior Lacanau – junho
- QS 3000 Anglet – agosto
- Challenge Ultramarin em Saint-Leu – setembro
- Estágios pré-Campeonato em outubro em Hossegor
- Eventos de solidariedade Biarritz – novembro
Imprevistos e ensinamentos
O run de 2025 revela a importância da polivalência. Os groms antilhanos, habituados à água quente e aos reefbreaks, provaram que, com um quiver ajustado e uma leitura rápida das barras, conseguem marcar pontos em beachbreaks exigentes.
Quais são os novos spots de treino da delegação guadalupense?
Os treinadores apostam no banco de Capbreton-La Piste pela sua semelhança com os beachbreaks das competições europeias, mantendo ao mesmo tempo sessões técnicas nos reefbreaks de Bouillante para trabalhar os take-offs tardios.
Porque é que Guadalupe tem um desempenho tão bom nas categorias երիտասարդ?
O trabalho de deteção precoce, aliado a um acompanhamento individualizado (vídeo, nutrição, preparação mental) e a intercâmbios regulares com as estruturas de Hossegor, cria um pipeline de talentos constante.
Que lugar ocupam as marcas eco-responsáveis no quiver antilhano?
Picture Organic e Faguo ganham terreno graças aos seus compromissos de carbono e a materiais reciclados de elevado desempenho, respondendo às expectativas dos jovens riders sensibilizados para as questões climáticas.
Como acompanhar as próximas competições da equipa?
O calendário detalhado e as transmissões em direto são atualizados no portal de Hossegor, na secção agenda de competições, bem como nas redes oficiais da Liga de Guadalupe.
Que medidas de segurança estão previstas em caso de forte ondulação ciclónica?
Uma célula de monitorização conjunta FFS – Météo France ativa o protocolo de alerta de ondulação; as sessões supervisionadas passam para spots abrigados e módulos de e-training substituem a prática no mar até ao levantamento do alerta.

